Brasões de Família

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BRASÃO MORAES - MORAIS

História

Ignora-se se os deste nome o tiraram do lugar de Morais, em Trás-os-Montes, se provêm dos Morales de Espanha. Os genealogistas atribuem-lhes remotas mas incomprovadas origens, se bem que seja indiscutível que a família já existia no nosso país (Portugal) a usar este apelido durante a primeira dinastia.

Armas

São armas ditas antigas dos Morais as seguintes: escudo partido, sendo o primeiro de vermelho, uma torre de prata lavrada de negro, assente sobre um rio; e o segundo de prata, com uma amoreira arrancada de verde. Timbre: a amoreira do escudo. São armas ditas modernas dos mesmos: escudo partido, sendo o primeiro de vermelho, uma torre torreada de prata, lavrada de negro e coberta de ouro, rematada por uma bandeira de prata, assente sobre um rio de prata aguado de azul; o segundo de prata, uma amoreira arrancada de verde. Timbre: a torre do escudo.

BRASÃO ALMEIDA

Felgueiras Gayo em seu Nobiliário de Famílias de Portugal, dá a origem dos ALMEIDAS, em Payo Paes Guterres, fundador do Morgado de Tibães, Rico Homem do Conde Henrique da Borgonha, (1035-1114), c.c. Teresa, (fal. 1130), filha de Afonso VI, Rei de Leão e Castela, de quem recebe o título de Conde de Portugal. Esse Payo Guterres c.c. Moninha, Dama da rainha Dona Teresa, tem um neto, Payo Guterres, Senhor do Castelo de Almeida, que tomou dos árabes em Riba Coa, ao tempo de Sancho I, (1154-1211, 2o Rei de Portugal), e que legou aos descendentes que tomaram do nome deste Castelo o sobrenome de família ALMEIDA. João Fernandes de Almeida, é o 1o a aparecer na história com esse sobrenome, nas Inquirições de 1258, pois, entre 1223 e 1245, fundou no termo de Azurara da Beira, hoje Concelho de Mangualde, nas terras da Herdade da Cavalaria que recebera com muitos privilégios d’El Rei Sancho I, a vila de ALMEIDA. João Fernandes de Almeida é filho de Fernão Canelas que era Senhor das Quintas de Pinheiro e Canelas. Seu neto, Lourenço Anes de Almeida, foi Alcaide-Mor de Linhares e Castelo Novo. Há, também, Fernão Alvares de Almeida, Alcaide-Mor de Abrantes, aio dos filhos de D. João I, o Mestre de Avis, (1357-1433, 10o Rei de Portugal), seu filho, Diogo Fernandes de Almeida está sepultado na igreja de Sta. Maria do Castelo e seus descendentes recebem, em 1476, o título de Conde de Abrantes, extinto em 1530 e renovado entre 1645-1656, com Miguel de Almeida, que foi um dos 40 Fidalgos da Restauração dos Braganças, em 1640, cujo Brasão está na Sala dos Brasões do palácio de Sintra em Portugal. Dos Condes de Abrantes, descende outro Diogo Fernandes de Almeida, Prior do Crato, cujo filho, Lopo de Almeida, tem entre seus descendentes: a Casa dos Condes de Avintes, cuja varonia Almeida se conservou até o 8o Conde de Avintes, e a Casa dos Condes de Assumar sendo que, o neto do 1o Conde de Assumar, Pedro de Almeida, foi feito Vice Rei das Índias e recebe, em 1744, o título de Marquês de Castelo Novo, (onde fora Alcaide-Mor, Lourenço, o neto de João Fernandes de Almeida) que é, em 1748, mudado para Marquês de Alorna por ter, Pedro de Almeida, conquistado essa praça de guerra. A varonia Almeida se conserva até o neto do Marquês de Alorna.

BRASÃO DE ARMAS: De vermelho, com uma dobre cruz acompanhada de seis besantes, tudo de ouro; e bordadura do mesmo. Timbre: uma águia estendida de vermelho carregada de nove besantes de ouro, três no peito e três em cada asa, ou de negro, também com os nove besantes. Brasão de armas concedido a 01/03/1494.

O nome Almeida é composto por 2 palavras árabes:

Al: o, a, os, as.

Mâjd: glória, com os adjetivos: Majíd: glorioso

Majida: gloriosa

Na evolução do árabe para o português:

Al majída >> Almajída >> Almaída >> Almaida >> Almeida

Neste caso o castelo é uma: morada gloriosa, ou uma conquista gloriosa

Fontes: Anuário Genealógico Brasileiro, Vol. IX, 1947; Nobiliário de Famílias de Portugal, Manuel José da Costa Felgueiras Gayo, Braga, 1990; Dicionário das Famílias Brasileiras, Cunha Bueno, 2000, O Árabe Prático, Luiz Haiek, (PS: mesa em árabe é tráuli).

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Atualizado 18/01/2010

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